quinta-feira, 8 de abril de 2010

Abril de 2010 - Parte 2

Voltando... Bem, as postagens anteriores foram feitas como um dos meus personagens mais detalhados e que mais se parecem comigo, o Duque D. Julius Black Sheldon, um homem acadêmico que seria meu alter ego, um outro eu que quis criar para possuir-me em meus momentos de folga deste mundo real.
A partir da postagem 'Abril de 2010' eu, o verdadeiro em carne e osso que atendo pelo nome de Julio de Alcantara, serei o postador destas confidências, e quando o Black retornar isso será avisado.
Era só pra ratificar qualquer mal entendido por parte dos leitores.
Já não me sinto como antes, uma vez que uma profunda tristeza invade meu coração, se é que eu ainda tenho um, fazendo-me sentir como se tivesse perdido um ente querido em algum momento da vida. Vida esta que logo terá seu fim... 'Eu nunca pedi tanto pra Deus me tirar a vida como agora eu peço.'

De uns tempos pra cá, no período em que fiquei fora daqui, estive alimentando muitas esperanças de vida e sonhando todos os dias; os amigos nem imaginam como é bom sonhar...
Alimentei esperanças de futuro e sonhei com idéias alternativas, todas com o objetivo de me fazer um homem feliz e completo. Porém, como um vendaval que carrega todas as flores frágeis de um jardim recém inaugurado, as resoluções da vida trataram de acabar com minhas esperanças e os caminhos da vida se mostraram cruéis como sempre foram e varreram as flores que haviam se formado na minha alma, todas foram varridas numa única noite, logo me tirando do meu devaneio infantil e delirante.
Mas como foi maravilhoso fazer planos e acreditar que um dia eu iria realizá-los...
Agora eu me deparei com uma realidade e estou sentindo os efeitos da droga, ou seja, está difícil aterrissar no chão e aceitar que tudo aquilo que eu cultivei em seus seis meses ou mais, não passaram de uma tentativa inútil de sonhar. E sonhar não custou nada. Quem disse que não custa?
Sonhar está me custando mais caro que qualquer coisa no mundo, pois me custa a dor que eu sinto agora e as lágrimas que vertem de meus olhos entristecidos e o vazio que estou na alma. As lembranças e os momentos ficarão e os lugares serão marcas de imagens antigas, das oportunidades em que o sorriso não deixava meu rosto nunca e os meus olhos refletiam aquela que me devolveu a vida, a vontade de viver e me permitiu escrever novas letras e quem sabe páginas no livro da minha vida, páginas estas que estão manchadas de lágrimas e nem eu mesmo sei como serão escritas a partir de hoje.
A tristeza permanece e não me deixa, são como facas afiadíssimas que me perfuram sem dó nem piedade, e o frio que faz lá fora nesta chuvosa tarde de Abril aumentam a sensação de abandono, de solidão e derrota pela qual estou passando.
Mas as pessoas fazem as suas escolhas e a vida nunca foi tão brincalhona e infiel comigo como talvez ela esteja sendo agora, nunca me senti tão marionete, tão infeliz.
Talvez um dia eu volte e escreva novas linhas da minha existência, talvez eu seja feliz por ter a vida e saúde, mas ninguém, ABSOLUTAMENTE ninguém pode viver se não consegue se sentir vivo e muito menos quando esse alguém não consegue despertar o amor no coração de uma mulher.
É só o que consigo escrever, não mais do que isso...

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