sexta-feira, 24 de julho de 2009

Introduções do Autor

"Ao me recordar exatamente dos fatos que sempre me acompanharam nos últimos anos, das pessoas que passaram em minha vida, das situações em que me encontrei, sempre me surge um aperto na barriga, ou um friozinho no coração (seria o contrário, não?).
Talvez por pessoas interessantes que foram embora, e situações que eu sei que jamais voltarão ou momentos inesquecíveis que ficaram marcados na memória como um ferro em brasa marca o corpo de um gado.
Fui criado por minha querida mãe, quer ela tenha falecido ou desaparecido, pois é e sempre será uma mulher de mistérios, a Duquesa da Cornualha como lhe fora digno o título por D. Francisco I da Áustria, digno da família mui antiga e nobre, os Black, que me criou em Londres, em meio a acontecimentos políticos e eventos catabálticos, como a Segunda Guerra Mundial.
As pessoas não sabiam em quem confiar e nem onde depositarem seu amor, e foi meu pai, o Duque da Cornualha, Raymond Farwan de Iorque Sheldon, da Casa de Iorque, uma das mais antigas Casas Reais Européias, um exímio artista plástico nas horas vagas, Auror do Ministério e Bruxo de Segunda Classe e Professor de Herbologia em Durmstrang, um verdadeiro Lorde inglês, talvez seja dele que eu tenha herdado meu amor aos conhecimentos acadêmicos, que depositou todo amor e confiança em minha querida mãe, Helena Black de Iorque Sheldon, para que cuidasse de mim e me mantivesse longe dos acontecimentos futuros e que se desenrolavam no presente momento. Ela, por sua vez, me ocultou o quanto pôde de toda ameaça dos que ela dizia ser inimigo ( não se sabe se Aurores ou Bruxos das trevas ), e não me deixou ir estudar no Instituto Durmstrang como meu pai.
Essa história eu vim a descobrir ha pouco tempo, vasculhando alguns documentos antigos de minha família e entrevistando o elfo doméstico que fora de minha mãe e da casa que herdei dela, e me causa remorso e surpresa em saber que tais acontecimentos permaneceram ocultos de mim por todos.
A Segunda Guerra Mundial terminou, e há três anos antes eu teria terminado Hogwarts, e passei e me dedicar aos estudos da História da Magia, consolidando-me logo depois, em 1945 mesmo, ao estudo de Antropologia bruxa em Londres.
Em seguida eu estudaria Arqueologia onde conseguiria fazer inúmeras viagens inclusive ao Brasil, onde conheci tribos indígenas e fiz escavações, aprendendo também magias, unguentos e poções nos trópicos junto com os nativos da região da floresta Amazônica, terminando esses estudos precisamente em 1959.
Os acontecimentos se deslocaram e me parte o coração ter de relatar e lembrar de tudo assim tão detalhadamente, e até o presente momento, eu estaria convicto de que eu assumiria o Ducado da Cornualha como minha mãe sempre quis, e assim honraria o sangue e a Casa Real dos Black e Sheldon.
Os anos foram passando e eu conheci uma pessoa que me levaria aos céus de maneira tão simples e sonhadora, Camilly Riddle, uma menina encantadora e mágica, mas nos separaríamos logo depois, para sempre infelizmente.
A década de 70 chegaria com fatos ainda mais assustadores.
Um novo poder nasceu e as pessoas começaram a se alistar a esta Nova Ordem, o curso das coisas mudou, minha mãe teria desaparecido e meu pai morrido, lutando como Auror pelo Ministério da Magia contra Ele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado. Desde então eu nunca mais teria notícias concretas de Dona Helena Black, exceto alguns rumores até ela sumir completamente, até hoje.
Esta é a introdução, só para os amigos saberem como foi meu começo, como que se deu e porque de minha mãe nunca aparecer e onde foi parar meu valioso pai.
A guerra que se seguiu, com preconceitos de sangues de famílias nobres no meio bruxo, muito me entristeceu, inclusive por minha querida mãe começar a querer me fazer odiar os trouxas e amar tanto o nome de nossa família nobre Européia, que eu apenas não quis mais saber disso e me ausentei antes dela sumir completamente ( os maledicentes afirmam ter a mesma virado Comensal ), que eu abri minha própia Biblioteca aos poucos.
Não nasci para Auror, nem pra Comensal, e encontrei nos livros o refúgio que eu precisava, a porta para escapar e a água para matar minha sede.
Se faltou alguma coisa peço perdão aos leitores.
Esta introdução é a base para que eu comece a falar sobre as aventuras e os contos que eu vim a encontrar e conhecer nos livros maravilhosos que consegui para minha biblioteca, agora uma grande sala em meu Castelo de Gales."

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